
Conforme o Governo do Estado antecipara quando a greve dos professores teve início, em novembro, os dias não trabalhados foram descontados dos grevistas. Rejane de Oliveira, presidente do CEPERS destaca que: “Desde o Governo Britto são cinco governos. Apenas Yeda e Tarso cortaram o salário da categoria. A greve foi muito legítima. Pedimos o cumprimento de uma lei que está em vigor. O Governo Tarso ao invés de cumprir, nos penaliza”.
Rejane aponta ainda incoerência do Piratini, porque no primeiro semestre pagou os dias que a governadora Yeda Crusius cortara de greves realizadas durante sua gestão. Ela considera que cortar o ponto da greve mais recente demonstra que o abono anterior foi uma atitude populista.
Os professores já estão recuperando os dias não trabalhados. A sindicalista revela que no último dia 22, durante uma reunião com o governo, o CPERS tentou pautar o tema do corte nos salários. Ouviu que o governo quer discutir tudo em janeiro, tanto o pagamento dos dias cortados, quanto outros temas como o pagamento do piso nacional e a reforma do ensino médio.
A secretária-adjunta Maria Eulália Nascimento diz que a greve deste ano teve uma característica incomum, porque seu término não ocorreu por negociação, mas por uma decisão do CPERS. Geralmente, segundo Maria Eulália, o pagamento dos dias recuperados é acertado quando ocorre negociação de fim de greve.
Como não houve esta negociação, o governo quer que o abono venha de uma conversa, que deve ocorrer em janeiro, em que o sindicato aceite debater o calendário para o piso, a reforma do ensino médio, entre outros temas. “O abono aos grevistas envolve uma pauta, um bom diálogo”, diz a secretária-adjunta. Maria Eulália disse ainda que a afirmação de que entre os últimos governos apenas Yeda e Tarso teriam descontado os dias de greve “não retrata a realidade”.
O CPERS rechaçou esta proposta no dia 7 de dezembro, mas reafirmou disposição para audiência de negociação. Na ocasião, o sindicato ressaltou que havia informado em ofício no dia 2 de dezembro a disposição de cumprir com os dias não trabalhados e que, portanto, consideraria uma punição aos professores se houvesse corte no ponto.
Texto e Foto: Sul 21
Confira entrevista da Presidente do CPERS Sindicato no Programa Contraponto de hoje (27/12):

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