terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Carta aberta ao governo sueco


O assunto “Wikileaks” e o fenômeno Assange, foram tema do comentário semanal, na programação da RádioCom, através do Jornalista e mestre em Relações Internacionais, Aleksander Aguilar, no programa Navegando RádioCom.

O texto, comentado no dia 15/12, pode ser acessado na página do colaborador, aqui.

Com base na reflexão e no debate, faz-se importante destacar mais contextualizações sobre o tema, dessa vez, escrita pelo polêmico cineasta estado-unidense Michael Moore, em uma carta aberta ao governo sueco, postada em sua página oficial, que esclarece, no seu estilo irônico, como as acusações contra Assange na Suécia são no mínimo suspeitas e não resistem a uma análise dos fatos.

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Prezado governo sueco,


"Olá! Ou como vocês dizem, Hallå! Como vocês sabem, aqui nos Estados Unidos nos adoramos o seu país. Seus Volvos, suas almôndegas, seus moveis difíceis de montar – nunca nos cansamos de tudo isso.

Apenas uma coisa me chateia: por que a Anistia Internacional, num relatório especial, declarou que a Suécia se recusa a lidar com a real tragédia sobre estupro? Na verdade, a organização diz que em toda a Escandinávia, incluindo o seu país, estupradores “desfrutam de impunidade”. E as Nações Unidas, a União Européia, e os grupos suecos de Direitos Humanos chegaram a mesma conclusão: A Suécia não trata crimes sexuais com seriedade. De que outra maneira você poderia explicar essas estatísticas (publicadas no The Guardian) de Katrin Axelsson, da organização Mulheres Contra o Estupro:

- A Suécia tem o mais alto número de denúncias per capita de estupro da Europa

- O número de estupros quadriplicou nos últimos 20 anos

- O número de condenações? Decresceram intensamente.


Segundo Axelsson: “No dia 23 de abril deste ano, Carina Hägg e Nalin Pekgul, respectivamente membro do Congresso Nacional e líder das Mulheres sócio-democratas na Suécia, escreveram no Göteborgs (jornal sueco) que até 90% de todos os casos denunciados de estupros no país nunca são julgados”.


Deixe-me dizer isso novamente: nove entre dez casos de mulheres que denunciaram ter sido vitimas de estupro vocês nunca se incomodaram nem em começar os procedimentos legais de investigação. Nao é de se admirar que, de acordo com o Conselho Nacional Sueco de Prevençao Contra o Crime, hoje em dia é estatisticamente mais fácil alguém sofrer abuso sexual na Suécia do que ser roubado.

Qual é a mensagem para os estupradores? A Suécia os adora!

Então imaginem a nossa surpresa quando de repente vocês decidiram ir atrás de um tal de Julian Assange com base nas denuncias de crime sexual. Bem, mais ou menos isso: primeiro vocês o acusaram. E então, depois de investigar, vocês retiraram as acusações mais graves e o pedido de prisão.

No entanto, um deputado conservador colocou pressão em você e eis que um giro de 180 graus ocorreu. Você reabriu a investigação contra o Assange. Mas dessa vez você não o acusa de qualquer coisa, apenas o quer para “questioná-lo”.

Logo, você – quem ficou de braços cruzados anteriormente deixando milhares de mulheres suecas serem estupradas enquanto seus abusadores estão livres – decidiu que agora era tempo para falar grosso com um homem, o mesmo homem que o governo norte-americano quer preso, encarcerado ou, dependendo de qual político ou erudito você escuta, executado.

Mas que notável cavalheiro das Cruzadas você se tornou, governo sueco! As mulheres suecas devem agora se sentir mais seguras?

Bem, na verdade não. Em fato, muitas vêem através de você. Elas sabem o que na verdade são essas “acusações-que-não-são-acusações”. E Elas sabem que você, cínica e asquerosamente, usa de uma real e diária ameaça que existe contra as mulheres em todo o lugar do mundo para ajudar o interesse do governo norte-americano em silenciar o trabalho do Wikileaks.

Eu não pretendo saber o que aconteceu entre o senhor Assange e as duas mulheres que fizeram as denúncias (tudo o que eu sei é o que eu ouvi na imprensa, assim que eu estou tão confuso como qualquer outra pessoa). E lamento se eu saltei desnecessariamente a tirar conclusões apressadas no meu esforço de destacar um essencial valor norte-americano: Todas as pessoas são absolutamente inocentes até que se prove o contrário depois de superada qualquer dúvida numa corte de justiça.

Eu acredito com convicção que toda acusação de crime sexual dever ser investigada vigorosamente. Não há nada errado em a sua policia querer interrogar o senhor Assange sobre essas alegações. E, ainda que eu entenda o porquê ele se escondeu (é o que as pessoas geralmente fazem quando são ameaçadas de assassinato) ele deveria responder as perguntas da policia.

Ele também deveria se submeter ao exame de doenças sexualmente transmissíveis que as supostas vitimas solicitaram. Eu entendo que a Suécia e o Reino Unido possuem um acordo e os meios para que você envie seus investigadores a Londres para que eles possam interrogar o senhor Assange onde ele esta, em prisão domiciliar sob fiança.

Mas assumo que isso dificilmente ocorreria. Você não faria todo o caminho ate outro país para perseguir um suspeito de crime sexual quando vemos que não consegue nem mesmo ir até suas próprias ruas para ir atrás dos casos denunciados de estupro no seu país. Isso, Suécia, você raramente escolheu fazer no passado e esse é o porquê toda essa coisa agora cheira mal de uma ponta a outra.

E não vamos nos esquecer de uma observação final feita por Axelsson:

“Ha uma longa tradição no uso de alegações de estupro e de crimes sexuais em favor de agendas políticas que não tem nada a ver com a segurança das mulheres. No sul dos Estados Unidos, o linchamento de homens negros era freqüentemente justificado com base nas acusações de estupro ou mesmo de que eles tinha apenas olhado para uma mulher branca. As mulheres não vêem com bons olhos que as nossas exigências por segurança sejam usadas maliciosamente enquanto o estupro segue sendo, no melhor dos casos, negligenciado ou, no pior, ate protegido”.


A tática de usar uma acusação de estupro para perseguir minorias ou agitadores, culpados ou inocentes, (enquanto fazem vista grossa para limpar os crimes no resto do tempo) é o que eu receio que esteja acontecendo aqui. Eu gostaria de me assegurar que as pessoas de bem não permaneçam em silêncio e que você, Suécia, não tenha êxito se de fato você esta mancomunado com governos corruptos como o nosso.


Na semana passada, Naomi Klein escreveu: “Estupro esta sendo usado no processo contra Assange da mesma forma que a “liberdade das mulheres” foi usada para invadir o Afeganistão. Acordem!”.

Eu estou de acordo.

Ao menos que você tenha evidência (e acredito que se tivesse já teria expedido um mandato de prisão a essas alturas), desista da tentativa de extradição e comece a trabalhar naquilo que até aqui você tem se recusado a fazer: proteger as mulheres da Suécia.

Atenciosamente,
Michael Moore"

[Tradução do inglês para o português por Aleksander Aguilar].

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sábado, 18 de dezembro de 2010

Sem ônibus em Pelotas, você vai de que?

Transporte Coletivo em Pelotas

Você se anima??




Trânsito em Pelotas

Tem que ter coragem!



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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Trabalhadores Rodoviários prometem fazer greve se não houver acordo

Impasse entre empresas e trabalhadores Rodoviários podem gerar greve da categoria, caso as empresas do transporte público permaneçam com a contraproposta de 5,39%, e a partir da meia-noite desta terça-feira (14) os ônibus permanecerão nas garagens.

A informação é do presidente do Sindicato dos Rodoviários, Eder Blank, que concedeu entrevista ao Programa Contraponto de hoje (14/12).

>> Ouça o áudio da entrevista com Eder Blank e com um trebalhador que falou sobre o aumento da tarifa:




>> Entenda melhor o caso:
De acordo com Blank, o novo dissídio deveria ter entrado em vigor no mês de novembro, o que explicaria a pressa em definir o novo salário. Para reforçar a classe, deverão participar da reunião de terça à noite sindicalistas de outras partes do Estado e também de categorias diferentes. Entre os rodoviários, a previsão é de que compareçam os 1,3 mil.

O cálculo das empresas é direto e tem efeito imediato sobre as tarifas. Na edição de domingo, o Diário Popular revelou, a partir de documentos oficiais protocolados na Secretaria de Segurança, dos Transportes e do Trânsito (SSTT), a composição das passagens de ônibus. Mais de 57% do total é destinado à folha de pagamento.

O que, para Blank, tem origem duvidosa, já que não existe contrato nem fiscalização por parte da prefeitura. Só no ano passado, conforme o presidente do sindicato, a diferença entre o aumento de salário e o da tarifa foi de 2,5%. Para eles, um lucro embutido.

Pelas contas das empresas de ônibus, já fixadas na planilha do Cálculo Tarifário para Transporte Urbano (Geipot), o preço da passagem - com o reajuste de 5,39% - passaria para R$ 2,50. Porém, o artigo cinco da lei municipal 2.801 permite ao Executivo diminuir em até 10% o valor sugerido.

O prefeito Fetter Júnior (PP) se antecipou e, antes mesmo da definição do reajuste salarial dos rodoviários, fixou a tarifa em R$ 2,35 - em vigor desde a meia-noite de sábado e que, conforme o titular da SSTT, Jacques Reydams, não será alterado.

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Ágape, espaço de arteterapia tem nova exposição

Inutilitários Bazart apresenta uma coletiva com mais de 20 artistas de Pelotas


A galeria de arte JM. Moraes está apresentando a exposição “Inutilitários Bazart” até o dia 28 de janeiro. Trata-se de uma coletiva com mais de 20 artistas, no total 49 obras. São trabalhos em pequenos formatos e com valores que vão de R$ 40,00 à R$ 400,00. A maioria dos trabalhos foram criados exclusivamente para o Bazart e transitam entre pintura, desenho, fotografia, gravura, objeto e múltiplos.

Participam da exposição: Adelina Lintzmaier, Adriane Hernandez, Bianca Dornelles, Carla Borin, Carla Rosane, Carla Thiel, Cátia Pereira, Daniela Meine, Dê_Duarte, Felipe Povo, Francis Silva, Juliana Charnoud, Junior Asnoum, Kelly Wendt, Mariza Fernanda, Natália Radtke, Paloma De Leon, Rogério Franck, Thiago Araújo, Tigo Weiler, Zé Darci e Zeca Nogueira.

A galeria fica no Ágape, espaço de arte, na Rua Anchieta, 4480. Horário de visitação, de segunda à sexta, das 14h às 18h, ou mediante agendamento, contato (53) 30284480, 33032553, 84166762 e agape4480@hotmail.com.

Visualize a exposição e a programação do blog do Ágape.

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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Audiência Pública vai discutir Direitos Humanos em Pelotas

Hoje, dia 10/12 é Dia internacional dos Direitos Humanos, adotado pela Assembléia Geral da ONU.

Em Pelotas ocorre na Câmara Municipal uma audiência Pública sobre Direitos Humanos. Três assuntos fazem parte da pauta dessa discussão: Direitos Humanos na América Latina, Direitos Humanos e Saúde e Direitos Humanos e Economia Solidária.

Luciane Almeida (Coordenadora do escritório Litoral Sul da Maria do Rosário) participou de uma entrevista no Programa Contraponto e falou sobre a audiência e as atividades em que a nomeada Ministra dos Direitos Humanos para o governo Dilma, Maria do Rosário irá participar em Pelotas.

>> Ouça a entrevista:



*A Audiência Pública 'Dia Internacional dos Direitos Humanos' ocorre hoje (10/12) às 14h no Plenário do Parlamento Pelotense (Rua: Quinze de Novembro, n° 207)


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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Documentário 'O grande Tambor' é lançado em Pelotas

>> Ouça o áudio da entrevista com Sarah Brito do Coletivo Catarse, integrante da equipe produtora do Documentário no Programa Contraponto de hoje (08/12).



>Assista ao trailer do Documentário O Grande Tambor:




Lançamento do documentário

O Grande Tambor, documentário longa-metragem realizado pelo Coletivo Catarse, será lançado em Porto Alegre e Pelotas, resgatando uma das marcas culturais dos negros do RS. Em Pelotas, cenário principal do filme, a exibição e bate-papo com os principais personagens desta história ocorrem no dia 12 de dezembro, às 20 horas no Teatro Guarany (Rua Lobo da Costa, n°849). Entrada: doação de um quilo de alimento não-perecível.

Em Porto Alegre, o CineBancários (Rua General Câmara, nº 424) sedia a exibição de estreia de O GRANDE TAMBOR, seguido de debate, na segunda-feira (13/12), às 20 horas. Entrada Franca.
E na quinta-feira (16/12), às 21 horas, o documentário será lançado no Instituto Afrosul / Ponto de Cultura Odomodê, com apresentação artística coordenada por Paulo Malê. Entrada: doação de um quilo de alimento não-perecível.

das charqueadas ao carnaval: a trajetória do tambor afrogaúcho

A trajetória do que poderia ser considerado um simples instrumento se transforma numa jornada de descobrimento de processos históricos que teimam em contrapor a verdade idealizada daquilo que se considera oficial no Rio Grande do Sul. Com um toque grave e de grandes proporções, o Tambor de Sopapo, hoje montado principalmente pelas mãos do pelotense Mestre Batipsta, não deixa morrer a memória das traições, do genocído do povo negro e, acima de tudo, da sua grande e essencial contribuição cultural para o estado e para o Brasil. As mãos que hoje massageiam o couro, que retumbam distante o som inconfundível do pampa gaúcho, são as mesmas que há séculos foram retiradas de seus lares em algum lugar de uma África distante e que construíram a suor e muito sangue as riquezas e o imaginário que nunca lhes pertenceram.


O Tambor de Sopapo está na raiz da história do extremo sul do Brasil. Desde as charqueadas até o embalo dos carnavais de rua de Pelotas e de avenida em Porto Alegre. No entanto, a partir dos anos 1970, o processo de carioquização do carnaval brasileiro fez com que este instrumento de difícil construção e de grande porte fosse substituído por instrumentos conhecidos como surdos, também de sonoridade grave e com processo de construção insdustrializado.

No ano de 1999 havia apenas 3 tambores de sopapo identificados no estado do Rio Grande do Sul. Em 2000 e 2001, foram realizadas, então, duas edições do Projeto CABOBU em Pelotas, através da ação do músico Giba Giba, chamando a atenção para a possível extinção do instrumento.

Com intuito de preservar uma das marcas importantes da cultura negra sul-riograndense, o Coletivo Catarse, em convênio com o Programa Nacional do Patrimônio Imaterial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, lançará ainda uma cartilha, um livro com degravações de entrevistas e um banco sonoro.

>Saiba mais sobre o Projeto: http://tambordesopapo.blogspot.com/

*Texto de Pedro De Camillis (Coletivo Catarse)

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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

I Encontro de Biossegurança acontece amanhã (9) em Pelotas

A UFPel, através da Comissão de Biossegurança da Faculdade de Odontologia, promove o I Encontro de Biossegurança. O evento ocorrerá nesta quinta-feira (9 de dezembro) no auditório Dom Antônio Zattera - UCPel (Três de Maio esq. Félix da Cunha).

Assuntos como o perfil epidemiológico das doenças infecciosas no Brasil, os cuidados que o profissional de saúde deve ter no controle de infecções em ambiente de consultório e hospitalar, além do descarte adequado de resíduos biológicos, químicos e radiológicos.

É gratuito e direcionado a todos os profissionais e estudantes da área de saúde. As inscrições podem ser feitas no Centro Acadêmico de Odontologia ou pelo e-mail.

>> Confira o áudio da entrevista que a comissão organizadora do Encontro cedeu na tarde de quarta, no programa Navegando RádioCom.



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Chico y Rita, passado e presente de Cuba

Confira o assunto que foi comentado na programação da RádioCom no dia 01/12, através do Jornalista e mestre em Relações Internacionais, Aleksander Aguilar, comentarista de toda quarta-feira no programa Navegando RádioCom. A colaboração semanal baseia-se no contexto das relações internacionais, em apontar distintos ângulos de observação e perspectivas com foco na arte e na política, entre o local e o global.
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Jazz, Havana, Cuba pré-revolucionária no final dos anos 40, a paixão pela música e entre dois músicos e, o melhor, tudo isso em forma de animação.

Chico y Rita é uma produção espanhola-britanica recém lançada aqui na Inglaterra na semana passada, que com uma admirável precisão histórica, narrativa e estilo de animação cativantes mostra o fantástico momento em que a musica cubana viaja para Nova Yorque para realizar a fusão com o jazz anglo-saxão: uma fusão que mudou a história da música da época.



Na Havana de 1948, um talentoso jovem pianista que toca na boemia da cidade conhece uma linda e sexy cantora de extraordinária voz que também batalha sua carreira. A parceria profissional e amorosa se vê ameaçada quando Rita recebe um convite para a glória do showbiz em Nova Yorque que não inclui a Chico, mas isso permite o encontro entre estilos musicais que ajudou a definir a historia da musica do século XX.

Essa animação lírica dos diretores, vencedores do Oscar, Javier Mariscal e Fernando Trueba é certamente o melhor musical do ano e deixa o espectador envolvido com a atmosfera vibrante e sensual da boemia dois lados do Oceano. Num verdadeiro tributo ao jazz, o filme conquista com uma trilha sonora imbativel feita pela lenda da musica cubana Bebo Valdez e do seu filho Chucho Valdes. O filme consegue capturar um momento definitivo na evolução do Jazz, no período em os nomes que hoje são monstros sagrados como Charlie Parker e Dizzy Gillpsie passaram a ser reconhecidos. E então vierams “novos” músicos do Caribe, particularmente de Cuba. Dizzy Gillespie afirmou em varias entrevistas que haver conhecido e tocado com o cubano Chano Pozo foi um momento decisivo para ele. Foi quando novos instrumentos se uniram ao ritmo norte-americano, gerando um intercambio com a musica latina e africana que eram absolutamente novos. A lenda cubana Chano Pozo foi o primeiro percussionista a tocar numa banda de jazz. Outras lendas do jaz também aparecem na animação, como Thelonious Monk, Cole Porter e Freddy Cole, o irmão de Nat King Cole.

Chico y Rita fazem juntos uma romântica e musical viagem em busca do êxito profissional que os leva desde a ilha caribenha para, além de Nova Yorque, Las Vegas e Hollywood, explorando o período pós-guerra através do swing, do bebop e dos ritmos latinos.

Mas também é determinante destacar que o filme, tão cativante, traz Cuba para as telonas e novamente para o imaginário popular no momento em que o país vive um período que realmente parece ser decisivo para o futuro da ilha.

Em abril do ano que vem, Cuba realiza o sexto congresso do Partido Comunista, um evento que sinaliza que algo realmente novo esta por acontecer na ilha. Segundo o presidente Raul Castro, o congresso servira para “fazer decisões fundamentais sobre como modernizar o modelo econômico cubano”. Recentemente o governo Castro publicou uma lista de 178 postos de trabalho que agora são permitidos como autônomos e pequenos negócios. As autoridades cubanas afirmaram que ninguém mais será estigmatizado por trabalhar dessa forma, mas que não será permitida a acumulação de propriedade.

Apesar dos pequenos sinais de flexibilidade não apontarem para profundas mudanças, muitos analistas já se perguntam se Cuba estaria se preparando para adotar um modelo econômico misto, como o que existe na China.

Os salários dos cubanos são baixos, numa média de 30 dólares mensais. No entanto, muito diferente do mundo em que estamos acostumados, o estado cubano garante emprego, sistema universal publico de saúde e de educação e subsidia intensamente moradia e transporte. Mas ultimamente, somado as dificuldades de gerenciar um estado de economia planificada num mundo que não é mais bipolar e enfrentando ha décadas o embargo comercial dos Estados Unidos, o país também sofreu vários recentes desastres naturais e a queda na indústria de turismo, devido à recessão mundial.

O chamamento para o sexto congresso do Partido Comunista Cubano marca o fim de um debate de quatro anos entre os lideres do país em que a posição de Raul, mais flexível que a de Fidel parece ter ganhado espaço. O que passará em Cuba a partir do ano que vem é uma pergunta que, assim como o filme Chico y Rita, mexe com a imaginação popular, mas não pela nostalgia do passado, e sim pela curiosidade com o futuro.

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A Questão Chipre e a linha verde são temas de Mostra de Arte na UFPel


“Uma Linha Verde” é o nome da primeira exibição individual da artista plástica Evanthia Tselika no Brasil. Organizado pelo Instituto de Artes e Design (IAD/UFPel), através do professor Mario Maia, e com colaboração da artista plástica Francisca Silva, a mostra traz a Pelotas uma série de imagens fotográficas do Chipre realizadas pela artista grego-cipriota Evanthia Tselika. A pesquisa visual apresenta a capital do país, a cidade dividida de Nicosia, com representações do cotidiano concreto do lugar segregado, além de imagens históricas cedidas pelo governo e museus cipriotas. O trabalho ficará exposto entre os dias 8 e 15 de dezembro no hall do IAD, 2º andar, rua Alberto Rosa,62.

Em agosto do ano passado, Evanthia cruzou pela primeira vez o muro que divide Nicosia, Lefkosia, ou Lefkosha (a cidade tem três nomes), capital do Chipre, entre norte e sul. “Cruzei para tirar fotos no lado norte. E aí percebi que é o ato de cruzar que realmente me afeta, o caminhar ató o ponto de check-in, o mostrar o passaporte. Senti-me estranha por um tempo, mas logo me acostumei”, relata a artista.

Evanthia é parte da geração dos filhos de refugiados que enfrenta, ou reconstrói, a chamada “Questão Chipre”. A pequena ilha encravada no mar Egeu, de milenar existência e influência cultural predominantemente helenística, é presente nos debates da política internacional devido a um antigo conflito étnico entre cristãos ortodoxos (gregos) e muçulmanos (turcos) que remonta à queda do império Otomano. Uma história que perpassa as origens de toda a civilização ocidental, um lugar que se caracteriza como eterno ponto de encontro de culturas, desde os Fenícios da Antiguidade até os contemporâneos britânicos.

O Brasil pouco sabe sobre o Chipre – essa diminuta ilha, que na mitologia clássica grega é o lugar de nascimento da deusa Afrodite – mas desde 1974 esse território, que ao longo dos séculos foi espaço de disputa de civilizações, entrou para a lista das grandes dores de cabeça da ONU e tornou-se um exemplo da capacidade de segregação humana.

Em pleno século 21, quando se celebram 20 anos da queda do muro de Berlim, quando a União Europeia – da qual o Chipre faz parte – aumenta cada vez mais suas políticas de integração, o Chipre permanece como o país com a única capital dividida da Europa. A chamada “Green Line” (linha verde) tem 180 quilômetros e é como se conhece a Buffer Zone das Nações Unidas no país. Formada por barricadas, muros e arame farpado, corta o país de uma ponta a outra dividindo as duas comunidades, grega e turca, e é a representação física de intolerância e de muita dor e perda dos dois lados.

Os pais de Evanthia são refugiados. Moravam na parte norte do Chipre quando houve a invasão turca em 1974 e, como outros milhares, foram expulsos apenas com a roupa do corpo, das suas casas, terras, trabalhos, famílias. Viraram refugiados dentro da sua própria nação dentro das operações de limpeza étnica que segregou o país, e depois de um período como imigrantes na Grécia e na Inglaterra, instalaram-se na parte sul de Nicosia. Milhares de famílias perderam tudo, centenas morreram ou desapareceram e hoje a parte norte do país é chamada “República Turca do Chipre do Norte”, sendo reconhecido apenas pela Turquia e rechaçado diversas vezes pela ONU que considera a situação uma aberração política. A questão permanece. Até 2003 a população do país não tinha permissão de cruzar para o outro lado, mas nesse ano se abriu um ponto de controle que permite a passagem, desde que se mostre o passaporte. Há quem pense que a situação é irreversível e o país está condenado à divisão. Outros ainda defendem uma solução integradora e buscam unificar o estado. Nicosia (em alfabeto latino), Lefkosia (em grego) ou Lefkosha (em turco) é a cidade vendida para turistas como “a única capital dividida da União Europeia”. A propaganda política, o impacto visual de uma cidade dividida física e concretamente, os rancores, as memórias de humilhações, são elementos cotidianos de um contexto difícil de imaginar para percepções ocidentais, e tropicais. São também aspectos de altíssima influencia ou enraizados na produção artística local, que cada vez mais dialoga com o resto do mundo.

Serviço:
“Uma Linha Verde” - Exposição fotográfica sobre o Chipre, por Evanthia Tselika.

A artista plástica grego-cipriota Evanthia Tselika tem 27 anos e é doutoranda em Arte Social e Multiculturalismo em contextos pós-conflitos na Birbeck College (University of London). Trabalhou e participou de mostras de arte individuais e coletivas em galerias e museus na Inglaterra, El Salvador, Grécia, Chipre e Brasil.

Local: Hall do IAD, 2ª andar, Rua Alberto Rosa,62, Pelotas-Rio Grande do Sul
De 8 a 15/12/2010

[UFPel]
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Bandas Gulivers e Valentinos em Pelotas amanhã


Junção de duas bandas de Porto Alegre aguarda a união dos amantes do cenário alternativo e independente do rock


Pelotas recebe pela primeira vez as bandas Gulivers e Valentinos. A produção, organizada pela produtora Truca Audiovisuais, acontece na noite de amanhã (8), no Bar João Gilberto a partir das 22h.

No show, ambas as bandas estarão divulgando os CDs lançados em 2010 e também mostrando composições inéditas. Tanto “Avante”, da Valentinos, quanto “Em boas mãos” da Gulivers estarão à venda no show.

Os ingressos custam R$10 e já estão à venda nos seguintes pontos: loja Gringa, distribuidora de bebidas Zero Grau e bar Papuera. Também podem ser adquiridos com Yéssica Lopes e Amanda Lopes.

Mais informações pelo e-mail trucaaudiovisuais@gmail.com, no Twitter (@truca_AV) ou no blog viagensdeumafuturajornalista.blogspot.com.

Para você conhecer um pouco mais do trabalho das bandas, integrantes da Gulivers e da Valentinos, estarão ao vivo na programação da Rádiocom, no programa Navegando, amanhã (8) às 17h. Ouça ao vivo clicando aqui.



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Festival Manuel Padeiro: Noite da premiação encerra com boas expectativas para 2011


Depois de quatro dias cinematográficos em Pelotas, a segunda edição do Festival Manuel Padeiro de Cinema e Animação foi encerrada com o evento de premiação, realizado no Auditório Dom Antônio Zattera. A cerimônia, comandada por Lanza Xavier, coordenadora do curso de Cinema e Animação da UFPel, contou com esquetes do palhaço Bolaxa, interpretado por Lóri Nelson.

Os grandes vencedores da noite foram O Som do Tempo (CE), documentário de Petrus Cariry, e Darluz (SP), curta-metragem universitário de Leandro Goddinho, que levaram 5 e 4 prêmios, respectivamente.

Além deles, também foram premiados Enciclopédia (RS), Garoto-Barba (PR), I Killed a man (SP), Menina da Chuva (RJ) e Vida Boa (SP). Os vencedores das categorias principais levaram para casa, além da estatueta Manuel Padeiro, o prêmio de R$ 2.500,00 e as subcategorias deram aos premiados uma quantia de R$ 1.050.00.

O Festival Manuel Padeiro encerrou-se com fortes aplausos de todos presentes na premiação e com a promessa de Duda Keiber, organizador do festival, de que a próxima edição já começaria a ser pensada na manhã seguinte.

Os vencedores em cada categoria foram:

Melhor Trilha Sonora: O Som do Tempo (CE), de Petrus Cariry
Melhor Direção de Arte: Garoto-Barba (PR), de Christofer Faust
Melhor Fotografia: O Som do Tempo (CE), de Petrus Cariry
Melhor atriz: Mawusi Tulani, por Darluz (SP)
Melhor ator: Eduarda Sandagorda, por Enciclopédia (RS)
Melhor Montagem: O Som do Tempo (CE), de Petrus Cariry
Melhor Roteiro: Darluz (SP), de Leandro Goddinho
Melhor Direção: O Som do Tempo (CE), de Petrus Cariry
Melhor Vídeo Universitário: Darluz (SP), de Leandro Goddinho
Melhor Videoclipe: I killed a man (SP), de Baga Defente
Melhor Filme de Animação: Menina da Chuva (RJ), de Rosária Moreira
Melhor Filme Documentário: O Som do Tempo (CE), de Petrus Cariry
Prêmio da Crítica da Ass. de Críticos de Cinema do RS – ACCIRS: Darluz (SP), de Leandro Goddinho
Prêmio Melhor Filme pelo Júri Popular: Enciclopédia (RS), de Bruno Barreto
Melhor Filme de Ficção: Vida Boa (SP), de Marcelo Presotto

Foto: Assessoria Manuel Padeiro

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Agente de trânsito é vítima de arbitrarie e autoritarismo em Pelotas


A total falta de apoio e respaldo por parte da Prefeitura às atividades dos agentes de trânsito somado à arbitrariedade e autoritarismo praticados por integrante da Brigada Militar terminaram por submeter um servidor municipal à situação humilhante perante vários populares na noite do último sábado (04/12).

Um dos agentes de trânsito que estava no exercício de suas funções junto a Praça Coronel Pedro Osório, lado oposto ao Banco Santander, e que auxiliava um ônibus que manobrava junto a praça para fins de transporte de equipamentos de evento que ocorria nas proximidades do local, terminou por ser algemado e conduzido de forma violenta e arbitrária à Delegacia de Polícia
por Policial Militar.

A prisão ocorreu após manifestação autoritária por parte do Policial Militar que questionou ao agente de trânsito o fato de veículos estarem estacionados no local que seria destinado a vaga para o Corpo de Bombeiros. Ao responder a indagação do Policial Militar, e inclusive citar a legislação correspondente que autorizava aquele procedimento, o agente de trânsito terminou sendo algemado e conduzido à Delegacia de Policia como se tivesse cometido delito grave.

O fato foi presenciado por diversos populares e inclusive organizadores do evento que testemunharam a arbitrariedade e autoritarismo da atitude do integrante da Brigada Militar. Naquele momento foi exigido do agente a identificação, mesmo este estando devidamente uniformizado, com crachá funcional e no exercício de suas funções.

E mais, ao registrar o ocorrido na Delegacia, o Policial Militar colocou inverdades no Boletim de Ocorrência, alegando ter sido desacatado, o que jamais ocorreu conforme testemunho de diversos populares.

Para a direção do Simp, este episódio mais uma vez demonstrou o descaso e a irresponsabilidade da Administração Municipal que não prestou nenhum apoio ao agente enquanto esteve detido na Delegacia de Polícia e até o presente momento.

Nenhum representante da Prefeitura se fez presente na Delegacia, sendo que foram comunicados naquele momento tanto o secretário Jacques Reydams e o diretor do Departamento de Trânsito, José Carlos Pöppl Filho, que não se encontrava na cidade. Mesmo sendo exigida pelo Delegado de plantão a presença de representante da Administração Municipal, ninguém se fez presente. Os próprios agentes se mobilizaram e compareceram no local para dar amparo ao servidor detido.

Fonte: SIMP Pelotas

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Documentário 'O grande Tambor' é lançado em Pelotas


>Assista ao trailer do Documentário O Grande Tambor:

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

I Ciclo de Cinema - A filosofia e o Cinema Político

3° ATO
3° Sessão (03/12) - Hotel Ruanda



*Click no nome dos filmes para baixar e saber mais sobre eles

3° ATO
1° Sessão (19/11) - Memória do saqueiro
2° Sessão (26/11) - A caminho de Kandahar

2° ATO
2° Sessão (08/10) - Netto perde sua alma
3° Sessão (15/10) - Os possessos (filme não encontrado para download)
4° Sessão (22/10) - Outubro
5° Sessão (29/10) - A fita branca
6° Sessão (05/11) - O ovo da serpente
7° Sessão (12/11) - Kedma

1° ATO
1° Sessão (11/06) - A batalha de Argel
2º Sessão (18/06) - Che
3º Sessão (25/06) - JFK: A pergunta que não quer calar
4º Sessão (02/07) - Z
5º Sessão (09/07) - Che 2: A guerrilha
6º Sessão (16/07) - Baader Meinhof
7° Sessão (23/07) - Terra em transe
8º Sessão (30/07) - A Chinesa
9º Sessão (06/08) - Partnet
10º Sessão (13/08) - Os amantes constantes
11º Sessão (20/08) - Batismo de Sangue
12° Sessão (27/08) - Estado de Sítio
13° Sessão (03/09) - Chove sobre Santiago
14° Sessão (10/09) - Os gritos do silêncio
15° Sessão (17/09) - Valsa com Bashir
16° Sessão (24/09) - A história oficial

*Dica: procure sempre fazer download de arquivos da internet usando software livre, evitando vírus.

Programação completa


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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Festival Manuel Padeiro - Mostra Competitiva

O céu estrelado e o clima agradável envolveram a primeira noite da segunda edição do Festival Manuel Padeiro de Cinema e Animação. O público, cerca de 300 pessoas, chegou cedo, portando suas cadeiras, cangas e almofadas e pôde desfrutar dos diferentes espaços montados no Parque da Baronesa.

Aproximadamente às 21 horas teve início o evento, quando os organizadores do festival Lanza Xavier, Nando Keiber, Duda Keiber e o Secretário de Cultura de Pelotas, Mogar Xavier, falaram algumas palavras aos presentes. Logo depois, seguiu a exibição hors concours de Marcovaldo, curta-metragem pelotense dirigido por Cíntia Langie e Rafael Andreazza.

E a mostra competitiva foi iniciada por Revertere ad Locum Tuum (MG), de Armando Mendz, curta-metragem que fala sobre família, vida e morte, com boas tiradas humorísticas. O tema “família” também esteve presente na animação Eu queria ser um monstro (RJ), de Marcelo Marão. O curta-metragem, trabalhado em stop-motion, conquistou a platéia com a história de um menino com problemas de bronquite que passa a enxergar seu pai com outros olhos.

Depois foi a vez de Celebridades Anônimas (SP), de Rubens Romero. O documentário sobre dubladores mexeu com a platéia, que pôde ver as faces escondidas por trás da voz de alguns de seus personagens mais queridos. Em seguida, foi exibido Depois da Pele(RS), de Márcio Reolon e Samuel Telles, filme que fala sobre relações de intimidade pós-sexo. O curta teve sucesso em mostrar casais de diferentes natureza, todos com naturalidade, fosse ela forçada pela situação ou não.

Homem-ave (RJ), de Rafael Saar, concorre na categoria Vídeo Universitário e, de forma bastante poética, remete à obra de Ney Matogrosso e Cassiano Ricardo. Logo após, o primeiro videoclipe da mostra competitiva, Routine (MG) foi exibido. O trabalho, dirigido por Jackson Abacatu, trabalha com música da banda RAM.

Fechando a noite, o documentário O Som do tempo (CE), de Petrus Cariry, surpreendeu os presentes com a incrível sensibilidade estética. Em 11 minutos, a obra conseguiu, sem diálogos, mostrar a relação entre a cidade e a natureza, a partir da vida de uma senhora que vive em um casebre no meio de enormes edifícios. O documentário teve grande aceitação popular.

O Festival permanece com a Mostra Competitiva hoje a noite, no Parque da Baronesa. A entrada é gratuita.

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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Formação dos professores é o tema de comentário


> Ouça o áudio do comentário da Prof. Alice Szezepanski de hoje (1°/12) no Contraponto. Ela fala sobre educação e o assunto de hoje foi Formação dos professores.


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Livro Cineclube, Cinema & Educação


Esta é a primeira publicação no Brasil a articular esses três temas que, no entanto, sempre estiveram juntos, na formação dos cineastas, na construção do imaginário, da identidade, da cultura do nosso povo.

Um livro “orgânico”, que nasceu dos debates entre cineclubes na internet e se estende a educadores, realizadores, políticos e todos que têm interesse e compromisso com o fazer cultural e a cidadania, nas escolas, nas comunidades, na rua e no campo. Na sociedade brasileira.

Uma mostra de experiências e reflexões, uma pequena ferramenta para trabalhar a idéia e a prática do audiovisual na educação formal, informal, e sobretudo criadora, transformadora.
Organizado por Giovanni Alves e Felipe Macedo, o livro Cineclube, Cinema & Educação traz artigos de Antonio Claudino de Jesus e Sáskia Sá, Flavio de Souza Brito, Regina Zauk Leivas, Marialva Monteiro e Regina Machado, Inês de Castro Teixeira, André Piero Gatti, Gabriel Rodríguez Álvarez, Jorge Nóvoa, Diorge Alceno Konrad, Bruno Chapadeiro Ribeiro e João Batista de Andrade, além dos organizadores.

O livro será lançado durante a 28º Jornada Nacional de Cineclubes a um preço promocional.
Editado de forma colaborativa, poderá ser adquirido – ao preço de R$ 25,00 (vinte e cinco reais) – durante o congresso dos cineclubes brasileiro.

O número de livros disponível na Jornada será limitado. Pedimos, então, que os cineclubes interessados, que quiserem garantir seus exemplares, comuniquem-se com Giovanni Alves através do e-mail giovanni.alves@uol.com.br para reservar e assegurar seus livros.

Leiam o sumário do livro em www.editorapraxis.com

Giovanni Alves e Felipe Macedo

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