A governadora Yeda Crusius (PSDB) entrou ontem (23) com uma representação junto ao Ministério Público Estadual, por crime contra a honra e peculato, contra dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT/RS) e agência que produziu a campanha publicitária em rádio e televisão que denuncia os casos de corrupção envolvendo o governo estadual. A representação foi entregue pelo chefe da Casa Civil, José Alberto Wenzel, à Procuradora-Geral de Justiça, Simone Mariano da Rocha.“Entendemos que as peças veiculadas ferem os princípios básicos de democracia e do Estado de Direito, atingindo diretamente a pessoa da governadora Yeda Crusius e o próprio Governo do Estado”, diz Wenzel em nota publicada no site do governo do Estado.
É um ato desesperado de um governo que vai entrando em fase terminal. No início do ano, Yeda Crusius foi acusada, por integrantes do PSOL, de ser a chefe de uma quadrilha instalada no Palácio Piratini. Não processou ninguém. Não teve coragem, com medo de que, em um processo judicial, coisas desagradáveis pudessem vir à tona. Agora decide processar a CUT por uma campanha de denúncia política ao atual governo.
Se há um risco à honra no Estado, ele vem do Palácio Piratini que move céus e montanhas para evitar a instalação de uma CPI na Assembléia Legislativa. Que instala comissões de sindicância interna para apurar denúncias envolvendo integrantes do governo e que acaba investigando os denunciantes.
O Rio Grande do Sul está paralisado, vítima de um governo incompetente, autoritário, sombrio e cercado por denúncias de corrupção de toda ordem. Um governo que, em um gesto de desespero final, decide tentar calar judicialmente a voz de quem o denuncia.
Quem, afinal, irá processar a governadora e expor os descalabros que já ultrapassaram a fronteira da vergonha? (RS Urgente)

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