terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Filme

Um Dia Sem Mexicanos
(Day Without a Mexican, A, 2004)


Título no Brasil: Um Dia Sem Mexicanos
Título Original: A Day Without a Mexican
País de Origem: EUA / México / Espanha
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 91 minutos
Ano de Lançamento: 2004
Estréia no Brasil: 19/08/2005
Site Oficial: http://www.adaywithoutamexican.com
Estúdio/Distrib.: Europa Filmes
Direção: Sergio Arau

Um belo dia, como num passe de mágica, todos os mexicanos que habitam a Califórnia desaparecem. Mãos-de-obra pesada e "fazem de tudo" para o que der e viver, os chicanos, até então humilhados, se transformam em "artigo de luxo". Isso porque os loiros americanos já não sabem tocar a vida sem seus prestimosos serviçais. Explode uma crise sem precedentes, que terá como principais personagens uma jornalista de TV de origem hispânica, um senador racista, um músico "cucaracha", entre outros.

Elenco
Caroline Aaron .... Aunt Gigi
Tony Abatemarco
Melinda Allen .... Ellen Abercombie
Frankie J. Allison .... Oficial Carr
Fernando Arau
Yareli Arizmendi .... Lila Rodriguez
Todd Babcock .... Nick
Maria Beck .... Oficial Sanchez
Yeniffer Behrens .... Suzy
Arell Blanton .... Chris
Cassidy Paige Bringas .... Tracey/Lucy Abercrombie
Brian Brophy .... Barney Montana
Elpidia Carrillo .... Cata
Maria Camporrendondo Neely .... Lila's Mom
Larry Carroll

SEGIO ARAU

Cineasta, músico, cartunista e pintor, o mexicano Sergio Arau, de 53 anos, escreveu, produziu e dirigiu o hit Um dia sem mexicanos. O filme é baseado no premiado curta-metragem homônimo de 1998, escrito e dirigido por Arau, em parceria com sua mulher, Yareli Arizmendi, e financiado pelo Museu de Belas Artes de Chicago.

Sergio iniciou sua vida profissional no México, como fundador de Uno Mas Uno e La Jornada, jornais ainda populares no país, responsáveis pela publicação de cartuns de cunho político. Seu début na música ocorreu em 1983, com a formação da banda Botellita de Jerez, fundadora do movimento "Rock-en' Español" e uma dos primeiras do gênero a assinar um contrato com uma grande gravadora. Após o lançamento de três álbuns, Arau fundou La Venganza de Moctezuma, inovadora banda de "heavy-mex", lançando o disco Mi Frida Sufrida tanto no México quanto nos EUA.

Em 1998, Sergio Arau recebeu muita atenção com o prêmio de Melhor Vídeo de Rock da MTV pela direção do clipe Alarma de Tos, música do Botellita de Jerez, regravada pelo grupo Café Tacuba. O diretor foi responsável por clipes de diversos outros artistas, como El Gran Silencio, Banda Maguey, Grupo Mojado e Jose Manuel Figueroa, entre outros.

Mestre pela Escola Nacional de Cinema do México, Arau ganhou vários prêmios internacionais. Entre eles, o Coral de Plata do Havana Film Festival e a Menção Honrosa no Huesca Film Festival, na Espanha - por El Muro, curta de animação de 2001, baseado em sua tira cômica de mesmo nome. Renomado artista visual, Sergio trabalhou em mais de 30 filmes de animação, incluindo Santa Sangre, de Jodorowsky. As pinturas de Sergio decoram as casas de muitos políticos e artistas da elite mexicana. Ele as define como o estilo "art-naco", seguido por muitos dos artistas mais populares da atualidade. Em 1999, a revista Casa y Gente publicou uma matéria na qual proferiu que Sergio Arau estaria destinado a ser o pintor do próximo milênio.

Sergio e sua esposa, a escritora, atriz e diretora Yareli Arizmendi, têm sido motivo de enorme atenção da mídia americana por seus trabalhos no controverso filme Um dia sem mexicanos. Grandes redes de TV, como a CNN, CBS e Fox New Network e jornais de massa como o Wall Street Journal, LA Times e San Francisco Chronicle, têm escrito sobre o casal. Arau participou ainda de programas como Marketplace, da Rádio Pública Nacional e famosos talk shows de São Francisco, como The Dog House e The Chui Gómez. (Isabela Alzuguir).



Leia

GALERIA F - LEMBRANÇAS DO MAR CINZENTO

TERCEIRA PARTE - VICTOR MEYER - UM REVOLUCIONARIO

Autor: JOSE, EMILIANO

Editora: CASA AMARELA

Assunto: BIOGRAFIAS, DIARIOS, MEMORIAS & CORRESPONDENCIAS

Preço: 24,90 / Ano: 2008




Emiliano José conta a trajetória de Victor Meyer

Meyer pode não ser uma das figuras mais notórias ou conhecidas entre as que lutaram contra a ditadura militar no Brasil, mas, para o escritor, era um homem de grande densidade e de dedicação à luta do povo.

Emiliano José lançou no Centro Cultural da Câmara Municipal de Salvador, o terceiro volume da coleção Galeria F./ Depois de falar nos primeiros livros sobre diversos personagens que lutaram na Bahia contra a ditadura, como Juca Ferreira e Othon Jambeiro, desta vez o escritor e jornalista dedica todo o livro a Victor Meyer, um revolucionário a uma só personalidade./ O autor afirma que não se trata exatamente de uma biografia no sentido tradicional, mas de um roteiro biográfico.

Meyer nasceu em Salvador em 1949 e passou a infância em Alagoinhas, onde cursou o ensino médio antes de voltar para a capital./ Aqui, ele se destacou e rápido se tornou dirigente estudantil. Aí, vinculou-se à Polop (Política Operária), uma organização revolucionária marxista, diz Emiliano.

A Polop era precursora de uma visão crítica do PCB (Partido Comunista Brasileiro)./ Foi graças à sua acuidade intelectual que Victor se aproximou da Polop e se tornou militante dela./ Ele era um militante dedicado ao estudo./ A Polop era muito voltada para a análise e um estudo mais denso, mais apurado.

Tinha um viés marxista rigoroso e uma carga teórica muito forte, prossegue o autor./ No entanto, isso não é uma crítica, mas uma constatação./ Na Polop, Meyer tinha companheiros da mais alta densidade intelectual, como Emir Sader, Moniz Bandeira e Marco Aurélio Garcia, atual assessor especial para assuntos internacionais da Presidência./

Para Emiliano, Meyer foi uma exceção, já que ele viveu clandestinamente por muitos anos e não caiu./ O autor lembra que os militantes tinham uma vida útil de cerca de uma ano e meio a dois anos./ Isso era praticamente uma regra./ Se examinar os números, vai ver que a média era essa aí, lembra Emiliano./

Desde muito cedo, Meyer era muito dedicado à leitura./ Asmático, talvez isso o tenha levado a certo recolhimento e à dedicação aos livros./ Também se interessava muito por música clássica e por cinema./ Ele tinha essa propensão intelectual, no melhor sentido da palavra, mas não no sentido pedante, registra Emiliano José.

Uma de suas companhias nessas atividades intelectuais era Yara Falcón, integrante de uma família dedicada à militância política e que terminou recrutando Meyer para o movimento contra a ditadura./ Emiliano relata que ela ficou impressionada quando o ouviu falar em público pela primeira vez, em uma cerimônia de boas-vindas aos calouros, organizada pelo Diretório Acadêmico da Escola de Geologia da UFBA, onde Meyer estudava.

Mas o biografado não entrou na luta armada ou participou de guerrilhas./ A Polop, ao contrário de outras organizações, seguia um caminho diferente./ Mas, mesmo sem usar armas, Meyer precisava se proteger e, para isso, usava um nome frio, como era muito comum na época./

Os que se dedicavam à luta revolucionária eram empurrados para a clandestinidade./ Eu fui preso e era obrigado a ter uma segunda carteira de identidade./ Usava o nome Pedro Luís Vian como nome de apresentação./

A gente conseguia uma certidão em algum lugar e, dentro das organizações, havia alguém especializado em falsificar documentos, recorda o autor, que passou quatro anos preso na Penitenciária Lemos Brito, em Salvador.

Emiliano traça também um retrato pessoal e sensível de Victor Meyer, especialmente no capítulo Para Viver um Grande Amor, dedicado à relação entre ele e a mulher, Eliza Tieko./ O casal começou a namorar em meados da década de 1970 e viveu junto até a morte de Victor, em 2001, vítima de câncer.

O autor - Emiliano José nasceu em São Paulo e vive na Bahia desde 1970.

É autor de livros como Carlos Marighella, o inimigo número um da ditadura militar e Lamarca, o capitão da guerrilha./ Durante muitos anos, o ex-deputado Emiliano José deu aulas no curso de Jornalismo da UFBA.



Blog



O blog se dedica principalmente a fazer a crítica da mídia, das escolas de comunicação e das práticas conservadoras do fazer jornalismo na mídia corporativa. Através de artigos e análises de noticias que rolam na grande mídia, com uma atenção especial para o jornal Zero Hora, o professor de jornalismo da UFRGS, Wladmir Ungareti subverte a prática submissa da mídia impressa do estado do Rio Grande do Sul ao poder econômico e revela as ligações espúrias entre o partido da imprensa do estado e o próprio poder público.

O jornalista Wladmir Ungaretti esteve conversando com os comunicadores e ouvintes da RádioCom 104.5 no final de 2007 divulgando o seminário “Jornalismo é subversão”.

Sobre o Autor

Wladimir Ungareti é jornalista. Professor da UFRGS há 15 anos. Militante político desde 1964. Preso político na década de 70. Rato de sebos. Leitor compulsivo. Inquieto. Louco. Enlouquecedor.

Sempre atrás de tecnologias. Sempre atrás de temperos novos para novas comidas. Exóticas. Invenções. Um bruxo na cozinha. Trabalha com a idéia de que “jornalismo é subversão”.

Quer implodir com o showrnalismo de variedades, secos e molhados. É um crítico contundente da imprensa gaúcha. Seguidor das idéias de Noam Chomsky. Anarquista. Interessante. Inteligente. Engraçado. Apaixonante. Apaixonado. Corrosivo. Rápido. Está sempre fotografando. Fundador do Centro de Estudos Comparados das Sacanagens da Mídia Corporativa. Transita por temas, mundos, povos e países mais rápido que um processador de última geração. WU? É muito mais do que se pode imaginar.


www.pontodevista.jor.br


Dica de Filme

O Amigo Americano

Acreditando estar com uma moléstia incurável, um homem é procurado por um gângster com uma surpreendente oferta: que ele mate um bandido rival em troca de uma quantia que possa tranquilizar sua família após sua morte. Dirigido por Wim Wenders (Asas do Desejo) e com Dennis Hopper no elenco.

Ficha Técnica

Título Original: Der Amerikanische Freund

Gênero: Suspense

Tempo de Duração: 127 minutos

Ano de Lançamento (Alemanha): 1977

Estúdio: Wim Wenders Productions / Les Films du Losange / Road Movies Filmproduktion / Westdeutscher Rundfunk / Moli Films / Filmverlag der Autoren

Distribuição:

Direção: Wim Wenders

Roteiro: Wim Wenders, baseado em livro de Patricia Highsmith

Produção: Renée Gundelach e Margaret Ménégoz

Música: Jürgen Knieper

Fotografia: Robby Müller

Direção de Arte: Heidi Lüdi e Toni Lüdi

Figurino: Isolde Nist

Edição: Peter Przygodda

Elenco

Dennis Hopper (Tom Ripley)

Bruno Ganz (Jonathan Zimmermann)

Lisa Kreuzer (Marianne Zimmermann)

Gérard Blain (Raoul Minot)

Nicholas Ray (Derwatt)

Samuel Fuller (Gângster americano)

Peter Lilienthal (Marcangelo)

Daniel Schmid (Ingraham)

Wim Wenders

Sinopse

Jonathan Zimmermann (Bruno Ganz) é um pacato moldurista alemão, que tem um áspero contato com um americano, Tom Ripley (Dennis Hopper), em um leilão. Jonathan desconfia que está sofrendo de uma moléstia incurável e recebe uma inacreditável proposta de um gângster: matar um bandido rival, recebendo em troca uma quantia que permitisse que sua família vivesse tranquila após sua morte. Dividido entre a angústia de estar com os dias contados e a hesitação em se tornar um assassino, Jonathan cada vez mais se envolve na trama. Porém o que ele não sabe é que quem está por trás dela é justamente Tom Ripley.

Premiações

- Recebeu uma indicação ao Cesar de Melhor Filme Estrangeiro.

Curiosidades

- Sete diretores trabalham como atores em O Amigo Americano, todos interpretando criminosos.

- Este é o 1º de 4 filmes em que o diretor Wim Wenders e o ator Bruno Ganz trabalharam juntos. Os demais são Asas do Desejo (1987), Tão Perto, Tão Longe (1993) e Lumière e Companhia (1995).

- Refilmado como O Retorno do Talentoso Ripley (2003).



Ouça -> Sara Tavares

Álbum: Balancê lançado em 2006

E ao terceiro álbum que Sara Tavares se assume definitivamente como uma das cantoras e compositoras que mais importa ouvir na Lisboa mulata do século XXI (21).

Fazendo parte de uma segunda geração de africanos que agora se começa a afirmar no panorama musical português e internacional, Sara Tavares atingiu em «Balancê» um grau de sofisticação da sua arte que a transforma numa das mais distintas representantes da miscigenação musical, tal como é praticada em Lisboa.

Sara uma cantora e compositora portuguesa com ascendência cabo-verdiana. A música que ela interpreta é definida como world music.

O álbum "Balancê", editado pela World Connection, em Novembro de 2005, foi considerado um dos melhores álbuns do ano por parte da critica, tendo alcançado o disco de ouro.

Com a canção "Bom Feeling", do álbum "Balancê", Sara Tavares dá a cara pelo Millenium BCP, seguindo-se a Pedro Abrunhosa./ Através da campanha, num investimento de 3 milhões de euros, 40 mil CDs da cantora foram distribuídos aos clientes do banco.

Para o compositor Ivan Lins Sara é uma das grandes vozes da atualidade a cantar em português, uma das maiores cantoras portuguesas da nova geração. “Ela tem um grande futuro pela frente e acredito em sua capacidade em romper barreiras e conquistar mercados em nível internacional”, diz Ivan Lins.

Sara Tavares, ainda que em início de carreira, é uma jovem cantora que já angariou, contudo, prêmios e boas críticas que lhe tem proporcionado um lugar de destaque no panorama musical português./ Cidadã portuguesa e caboverdiana por ascendência e coração, ela é apontada hoje como uma das revelações da música contemporânea portuguesa.

Sua música remete ao pop, mas também à música africana, sobretudo àquela feita em Cabo Verde, pequeno país africano cuja música legou-nos nos últimos tempos gratas surpresas como Cesária Évora e Lura.

Sara Tavares ganhou certa notoriedade depois de vencer o Festival RTP da Canção, em 1996, gravando, logo em seguida, seu primeiro disco intitulado "Sara Tavares & Shout"./ Para divulgar este álbum, Sara Tavares fez espetáculos em diversas partes de Portugal e em alguns outros países.

Em 1998, a cantora luso-caboverdiana começou a gravar seu segundo álbum, "Mi Ma Bô" ('Eu e tu' em crioulo caboverdeano), de marcada influência pop e africana, produzido por ninguém menos que o conceituado cantor e compositor africano Lokua Kanza. Curiosamente, uma das mais belas faixas do álbum, "Minha Estrela Mãe", é de autoria de Ivan Lins.

Enquanto não nos brindava com mais um álbum de inéditas, Sara Tavares seguiu apresentando-se em diversas cidades portuguesas e européias.

Em novembro de 2005lançou "Balancê um delicioso álbum de "canções para embalar gente grande", nas palavras da cantora, no qual Sara Tavares traz as influências musicais africanas, brasileiras e portuguesas que construíram sua carreira até agora.

O Sitio de Sara Tavares é: http://www.saratavares.com/



Dica de Livro

POLITICA SOCIAL - FUNDAMENTOS E HISTORIA


Autor: BOSCHETTI, IVANETE

Autor: BEHRING, ELAINE ROSSETTI

Editora: CORTEZ / Preço: 28,00

Assunto: CIENCIAS SOCIAIS





Neste livro a Política Social é analisada tal como foi delineada nos vários períodos históricos, desde a sua origem em sua relação com a economia, a luta de classes, a política e a cultura. É uma contribuição para a revisão das idéias de focalização, cidadania e reformas no cenário de expansão capitalista mundial.

Reagindo à naturalização do ordenamento capitalista, suas desigualdades e lutas, este livro apreende a política social como expressão dos embates das lutas dos trabalhadores pelos direitos sociais universais de cidadania, que têm no Estado uma mediação fundamental.

É uma rica contribuição para a revisão crítica da política social na história de nosso país no cenário da expansão capitalista mundial, inspirando nas mais fecundas sugestão da tradição marxista.

Neste livro discute-se desde a relação da Política Social com o surgimento da questão social, até os dias atuais, quando a feição universal dá lugar ao caráter focalizado, e a provisão pública cede espaço ao privado.

A trajetória acadêmica das autoras, mescladas à militância política frente às entidades nacionais como a Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço social - ABEPSS - CFESS é balizadora do produto que compõe o conjunto dessa obra.

A existência de políticas sociais pode ser considerada como um fenômeno associado à constituição da sociedade burguesa, ou ao modo capitalista de produzir e reproduzir-se.

De acordo com alguns estudiosos no assunto, seu inicio foi marcado, como do final do século XIX com a criação e multiplicação das primeiras legislações e medidas de proteção social, generalizando-se após a segunda guerra mundial. O que se sabe porém, é que, a avaliação desse universo está relacionada às relações entre as classes sociais e os segmentos de classe ou forças sociais, além das condições econômicas gerais, que de alguma maneira, interferem nas opções políticas e econômicas dos governos.

O que de fato, se tem como registro histórico, é que, a preocupação com o bem-estar na sociedade, ou o que fazer com os menos favorecidos os considerados pobres, e o papel do Estado nesses processos, remota há muito tempo atrás.

Com o neoliberalismo, o desemprego estrutural tende para o aumento de programas sociais, as demandas do capital em torno dos super-lucros apontam para a diminuição dos gastos sociais.

Tendo como resultado, um processo conflituoso de negociação e luta de classes e seus segmentos, que se colocam em condições desiguais nas arenas de negociação disponíveis no Estado democrático de direito, o que leva a conflitos também extras institucionais.

Diante dessas e de outras não citadas interações, podemos claramente constatar, que a política social atendeu às necessidades do capital e do trabalho, como questão de sobrevivência, configurando-se, nesse contexto da estagnação, como um terreno importante da luta de classes: da defesa de condições dignas de existência, em face da ofensiva capitalista em termos do corte de recursos públicos para a reprodução da força de trabalho.

E que a tradição marxista propiciou fecundos argumentos para uma explicação do significado social da política social na dinâmica da produção e reprodução das relações sociais no capitalismo de ontem e de hoje.

Sobre as Autoras:

Elaine Rossetti Behring

Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq - Nível 2

Possui graduação em Serviço Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1987), mestrado em Serviço Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1993) e doutorado em Serviço Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2002)./ Atualmente é professora adjunta da Universidade do Estado do Rio de Janeiro./ Tem experiência na área de Serviço Social, com ênfase em Política Social, orçamento público e Fundamentos do Serviço Social, atuando principalmente nos seguintes temas: serviço social, seguridade social, política social, assistência social e trabalho./ Coordena o Grupo de Estudos e Pesquisas do Orçamento Público e da Seguridade Social (GOPSS) e é membro do Programa Pensamento Social e Realidade Brasileira na América Latina, bem como do Centro de Estudos Octávio Ianni, a ele ligado e ao PROCAD/CAPES, liderado pela UnB e coordenado pela professora na UERJ./ É Membro suplente da Junta Directiva da Asociación Latino Americana de Enseñanza y Investigación en Trabajo Social

Ivanete Salete Boschetti

Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq - Nível 1C

Graduada em Serviço Social pela Universidade Católica Dom Bosco (1985), mestre em Política Social pela Universidade de Brasília (1993) e doutora em Sociologia (1998). Atualmente é professora adjunta IV(4°) da Universidade de Brasília, ministrando disciplinas na graduação em Serviço Social e mestrado e doutorado em política social./ Colaboradora do Programa de Pós Graduação da Universidade Católica do Salvador (UCSAL) e da Universidade Católica de Goiânia (UCG)./ Presidente do Conselho Federal de Serviço Social (CFESS), eleita para a gestão 2008-2011./ Coordena o Grupo de Estudos e Pesquisas em Seguridade Social e Trabalho (GESST/UnB) e se dedica à pesquisa na área de Serviço Social e Políticas Sociais, com ênfase em formação profissional, trabalho, seguridade social, assistência social, direitos sociais e orçamento público.