Seminário Internacional do Programa Cultura Viva começa com a experiência de quem vive a cultura no cotidiano O secretário de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura (SCC/MinC), Célio Turino, abriu na noite dessa quarta-feira, 18 de novembro, em Pirenópolis, Goiás, o Seminário Internacional do Programa Cultura Viva, realizado em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
“Os Pontos de Cultura revelam um cenário democrático para a cultura no Brasil. Este seminário não é uma avaliação no sentido estrito, mas caminhos que buscamos para o Programa Cultura Viva a partir de reflexões coletivas e individualizadas que se entrecruzam aqui”, disse Turino para a plateia de gestores, representantes de Pontos de Cultura e pesquisadores acadêmicos que irão refletir sobre conceitos e práticas do programa nos últimos cinco anos. O secretário também falou sobre a dinâmica do evento e da importância do registro das experiências para o futuro.Sílvio Da-Rin, secretário do Audiovisual (SAv/MinC), citou as novas fronteiras que se abriram a partir do equipamento multimídia presente nos Pontos de Cultura. “O surgimento de novos grupos que dialogam com o meio digital é sensacional, pois casa bem com pequenos municípios que são estimulados pelos Ponto de Cultura”, exemplifica. “Pela sua natureza, capilaridade e experiências culturais reunidas, o Cultura Viva revelou-se um grande laboratório no uso do audiovisual. Temos que reconhecer o gigantesco protagonismo social que o programa tem causado”, finalizou Da-Rin.

A cerimônia foi encerrada com a apresentação da Orquestra Popular Menino de Ceilândia, citada por Célio Turino como “uma dessas pequenas jóias que encontramos entre as promessas dos Pontos de Cultura”.
A programação segue nesta quinta-feira, dia 19, na cidade histórica goiana, com Grupos Aglutinadores (GAs) e Círculos de Convergência de experiências. Saiba mais.
Efervescência Cultural
DJ, MC, Bee-boy e break dancer, expressões típicas do movimento hip-hop, foram o cartão de visita do Ponto de Cultura Atitude para os participantes do evento internacional que, na manhã de quarta-feira (dia 18), realizaram a primeira atividade do Seminário de avaliação dos conceitos e ações de iniciativa do Programa Cultura Viva.
Localizado na cidade-satélite de Ceilândia, situada há 24 km do Plano Piloto, reúne cerca de 450 mil habitantes, “a Cei”, como é chamada por muitos, foi um dia chamada “a Brasília que não quer ser vista” pelo poeta Carlos Drummond de Andrade. Em suas múltiplas identidades, a cidade hoje é efervescente de expressões culturais.
No Ponto de Cultura Atitude, o trabalho está em prol de uma música de fusão, que coloca lado a lado o estilo e ritmo do rap com as sonoridades nordestina como o coco e o maracatu. Considerado um projeto exemplar diante da transformação social proposta a partir do incentivo recebido pelo Programa Cultura Viva, o Atitude congrega em suas atividades oficinas artísticas, estúdio de gravação de áudio, sala de leitura, cineclube e o fomento à geração de renda e sustentabilidade de projetos.
A antiga pelos antigos
O calor em Pirenópolis, ao fim da tarde de quarta-feira (dia 18), não afugentou os participantes do I Seminário Internacional do Programa Cultura Viva. Recém-chegados da visita ao Ponto de Cultura Atitude, reuniram-se em frente à Pousada dos Pireneus, local onde acontece o Seminário até a sexta, 20 de novembro, para um encontro com a memória da cidade e de seus antigos moradores.
Guiados pela Regional Griô Nascente das Veredas, cerca de 80 participantes seguiram em cortejo pela cidade, visitando seus lugares históricos e ouvindo as histórias dos mais antigos - hoje reconhecidos mestres de tradição pela Ação Griô - uma das políticas desenvolvidas pelo Programa Cultura Viva.Por que a festa da Senhora da Boa Morte acontecia na Igreja de Nossa Senhora do Carmo? Quem sabe que exista uma fonte embaixo de onde fica a Ponte Velha da cidade sobre o Rio das Almas? As memórias de riquezas, lutas e traições vieram de Seu Sebastião ‘de Chica’ Profeta do Amaral, 93 anos, cujo tempo revela-se nas marcas no rosto queimado de sol e nos cabelos brancos protegidos por um chapéu, aparentemente, inseparável.
O resgate da tradição oral revela um dos méritos do programa que, nos próximos dias, espera encontrar novos rumos a partir do olhar e experiência de que exercita a cultura no cotidiano.
(Texto: Zonda Bez)
(Fotos: Italo Rios)
(Secretaria de Cidadania Cultural/MinC)
- Publicado por MINC
















